Colecionando decepções, atualmente!

Colecionar videogames se tornou algo que com o tempo ficou cada vez mais fácil, claro que hoje para eu que vós escrevo aqui o tempo para desfrutar deles é escasso. Há mais ou menos um ano atrás decidi colecionar jogos dos consoles, especificamente, Playstation 3 e Xbox 360. Hoje é possível achar jogos usados desses consoles por 25 reais e jogos do calibre de GTA V, Dark Souls, Gears of War e outros que foram sucesso em seus devidos lançamentos. Claro que com essa vantagem bateu aquele vontade de me deleitar com os jogos, claro joga-los e conhecer muitos daqueles que ficaram meio que perdidos por mim e poderia citar trocentos exemplos, mas não é essa a ideia dessa matéria e sim com os relatos que vou passar agora.

Esse é o momento para pegar uns jogos da geração passada

Jogos incríveis com histórias novinhas em folha, novas formas de se divertir, porém, para quem é um colecionador essa atual e a anterior é uma decepção no quesito itens que acompanham os jogos. Comprei um Playstation 3 e esperava ver catálogos, folhetos além do tradicional manual, mas ai chegou a decepção, apenas o manual e mais um certificado, além de plásticos que envolviam o console, controles e tudo mais que estava dentro da caixa. Nem parece a primeira vez que abri a caixa do meu atari, recheado de folhetos, catálogos, manuais dos jogos entre outras coisas e aquele cheiro do papelão. Já notou que parece que as caixas dos novos consoles não tem aquele cheirinho. Eu sei que você já deu aquela boa fungada na caixa do seu console ou jogo que acabou de abrir… Quem é o louco que não faria isso?

Se você nunca cheirou uma caixinha, você não é um GAMER… Brincadeira!

Bem, com os jogos achei que poderia ser diferente, tive esperanças porém a decepção foi grande. Alguns jogos nem o manual estão disponíveis sendo que eles estão em arquivos dentro do jogo e você acessa pelos menus antes de fazer o jogo rodar. Claro que os que acompanham de um manual não são lá grande coisas, lembrando que alguns jogos são verdadeiros desafios como DEMON´S SOULS que não dá nada além do básico, apenas as movimentação possíveis poucos itens e não detalhe quase nada da história que se seguirá. Talvez tenha sido uma jogada do criador Hidetaka Miyazaki, pois o jogo tem segredos que poderiam perder o sentido com muitas explicações.

Apenas versão de colecionador traz mais conteúdo ao jogador

Porém, Zelda a Link to The Past de Shigeru Miyamoto no SNES traz um manual completo de informações, com background da histórias, todos os itens são descritos além de explicações que não fazem que o jogo perca seu brilho, ao contrário, através do manual eu sai de muitas enrascadas, tendo um certo conforto em poder ver mapas e detalhes que estavam um pouco obscuros pela trilha sonora maravilhosa e seus gráficos que na época impressionavam. E não pode deixar de mencionar, os folhetos com informações sobre jogos, futuros lançamentos, telefone da POWER LINE além da lista de assistências técnicas disponíveis para o console e seus acessórios. Tudo isso em apenas um cartucho! Sinais de novos tempos, o futuro está mais para o passado pois a coisa está o mais espartano possível. Tristeza total ao ver que a coisa está assim, cada vez menos itens a disposição do jogador. Mas ao contrário disso temos as versões de colecionadores, recheados de folhetos, CD com trilha sonora, miniaturas e arte original usada no jogo.

23 anos atrás era quase uma edição de colecionador o que comprávamos

Exemplo disso é a excelente versão de colecionador de DIABLO III que traz todos os itens que menciono além de itens virtuais para aqueles que comparam essa caixinha abarrotada de coisas realmente legais. Claro que isso pode ser uma estratégia das grandes empresas de jogos, seguindo normas de redução de papel eles se estabelecem como empresas verdes, mas no entanto, lançam essas versões de colecionadores que são limitadas abarrotadas de tudo aquilo que vinha no passado praticamente gratuitamente. Lembrando novamente do DIABLO III o jogo simples em seu lançamento 99 reais enquanto sua versão de colecionar saia por 300 reais e com números limitados sendo vendidas em algumas lojas como na Saraiva que participou do lançamento mundial. E tinha até senha para conseguir comprar uma dessas caixas, isso um amigo que esteve lá me confirmou e teve algumas pessoas que levaram as esposas e namoradas, apenas para pegar uma segunda cópia para revenda. E pasmem, hoje essa mesma caixa está saindo em um dos maiores sites de leilões do Brasil por 799 reais. Realmente, existe algum tipo de sentido nessa redução. Será que é apenas pensando no meio ambiente ou foi descoberta mais uma forma de se lucrar e lucrar duas vezes já que as empresas já fazem um valor “especial” e depois os colecionadores “exigentes” se colocam a disposição para pagar o triplo.

Será que as empresas estão se aproveitando da nossa nobreza?

Pesquisando na internet não encontrei nada a não ser alguns sites que dizem que várias empresas assinaram com o Greenpeace para redução de uso do papel e outros e mencionado ISO 14001 porém essa é uma normal brasileira do ABNT. Não encontrei nada sólido em minha pesquisa mais uma coisa é certa muitas coisas mudaram para quem coleciona, ainda mais quando se espera vários papeizinhos e itens que enchiam os olhos quando se abriam as caixas dos games. Então corra lá e dê aquela boa fungada no seu jogo mais antigo, aposto que você vai sentir a nostalgia.

Você pode gostar...

  • Fabio Freitas

    Realmente muita coisa mudou… E a tendência é só piorar, em breve pode nem mais existir jogos físicos, existindo somente jogos em mídia digital…Essa é uma realidade bem provável

    • celsoaffini

      Mas eu aposto que versões de colecionadores vão ainda existir, mesmo que só venha um código pra STEAM junto com os papéis.

  • Alex FREITAS DA SILVA

    Bom texto e é exatamente isso que você falou: da geração passada pra cá os manuais físicos dos jogos já estão em extinção. E além disso já existem edições de colecionadores em que dentro da caixa do jogo, vem só um código para baixar o jogo digital. Resident Evil 7 de PS4 e Xbox One é um desses exemplos.

    • celsoaffini

      Cada dia que passa, o brilho que os jogos tinham vão se perdendo e nem falo deles propriamente e sim do que acompanha eles. Era um show a parte comprar um jogo na década de 90.